segunda-feira, 19 de maio de 2008

Trabalho interdisciplinar

AUSÊNCIA
''Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero

Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

''Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Verdade D'Alma


AQUI NESTE MUNDO VIVER
ESQUIVANDO-SE DO SOFRER
BUSCANDO UM AMOR EM VERDADE
ALGUÉM PARA MINHA ALMA ACREDITAR
E POR FIM NELE DESCANSAR
EM SEUS BRAÇOS DEPOSITAR TODO MEU AMAR
DIAS...MESES...ANOS SE PASSANDOE EU ESTA ESTRADA CRUZANDO
PASSOS LENTOS SINTO-ME VAGANDO
AMAR ? AMEI...
CONFIAR ? CONFIEI
ERRAR ? ERREI...
SINTO DIZER...MAS A LAMENTAR VIVEREI...
TANTO QUE ME MACHUQUEI
COM TANTAS LANÇAS ME TRASPASSEI
ALGUÉM NESTE MUNDO ENTENDE MEU SOFRER?
NÃO ! APENAS EU A VIVER MINHA REALIDADE
POR FORA...RISOS ,CÁ DENTRO A VERDADE
DELA AUSENTA-ME...FUGIR...NÃO POSSO!
CRUELDADES VIVIDAS E SENTIDAS
PARA MIM CONFIAR É UM LAÇO
ENVOLVE-ME E POR FIM JOGA-ME EM UM POÇO
DESTE POÇO ARRASTANDO-ME SAIO EM FERIDAS
ALGUÉM NESTE MUNDO ENTENDE MEU SOFRER?
ALGUÉM ESTA ALMA QUER ACOLHER?
ALMA QUE ANSEIA O AMOR CONHECER
DIZER : "EU TE AMO "...
E OUVIR UM SIMPLES "EU TAMBÉM"...
ESTE DESEJO SATISFEITO A MIM NÃO CONVÉM
MINHA PARTE? VIVER
MEU SENTIR ? SOFRER
E POR FIM.....MORRER.....

sexta-feira, 11 de abril de 2008

'' Rocha '' ... ?


Rocha?!...
Enfraquecida...
Fortaleza?!...
Fragilizada, caída...
Carência, subindo à tona, vísivel...
Antes, adormecida...
Ombro?!...
Colo?!...
Me apoiem, não me deixem , assim, sucumbida...
Não sou Deus, sou humana...
Sinto frio e me cobram calor;
Enxugo lágrimas , mas choro...
Dou meu colo e o ombro amigo,
quando preciso de um para me apoiar...
Sou companheira, mas vivo em solidão...
Hoje, preciso de paz...
um colo...
um ombro amigo!...
Por favor, hoje?!...
Preciso da sua mão...

Ir, Seguir ... Sem ti !


Insisto em teu nome chamar
Resisto na posição de lhe amar
Persisto pela esperança que ainda tenho em esperar
Um movimento tímido na janela observo
Alguém a me olhar por um ama fresta
Eras tu meu anjo, alma tão querida para mim.
Compreendi de súbito com teu gesto
Para mim, nada resta.Somente este teu olhar vago a fitar-me
Em teu mundo parte não tenho mais
A parte que agora me cabe, a fresta da janela.
Encontrei-me, sim.
Mas com o lado de fora
A porta da tua alma agora
Fechada para mim, sim, esta parte que me cabe.
Não, nada fales , percebo já é hora
De respirar fundo e decidida ir embora
Levando comigo a certeza de que
Tudo que antes era, hoje nada é
O que poderia ter sido, não será.
E agora em minha bagagem
Tu serás apenas mais uma lembrança
A se juntar as outras
Terás este meu fundo suspirar
Há...! Esse meu sonho de amor de outrora...

domingo, 6 de abril de 2008

Jogos, exercicios ...

Se clicares nas duas capas , vais ter acesso a jogos , exercicios e muitas mais coisas,

onde podes-te divertir e a ficar a saber mais sobre Lingua Portuguesas



Espero que te divirtas e que saias do meu blog a conhecer um bocado mais da Lingua Portuguesa.

:)




segunda-feira, 10 de março de 2008

"Sê"


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma
colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser uma ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

O meu orgulho


Lembro-me o que fui dantes. Quem me dera
Não me lembrar! Em tardes dolorosas
Eu lembro-me que fui a Primavera
Que em muros velhos fez nascer as rosas!
As minhas mãos, outrora carinhosas,
Pairavam como pombas... Quem soubera
Pois que tudo passou e foi quimera,
E porque os muros velhos não dão rosas!
São sempre os que eu recordo que me esquecem...
Mas digo para mim: «Não me merecem...»
E já não fico tão abandonada!
Sinto que valho mais, mais pobrezinha:
Que também é orgulho ser sozinha,
E que também é nobreza não ser nada!
Florbela Espanca, Livro de Soror Saudade (1923)

As palavras

São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras
,orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade, Poemas

Jogos do texto dramatico ''Falar Verdade a Mentir ''

Se clicares na imagem vais aceder a um site onde tem jogos sobre o texto gramatico '' falar verdade a mentir '' de almeida garrett.

Diverte-te